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Autor Mensagem
LNunes



Registo: 31 Ago 2006
Mensagens: 36

MensagemColocada: Sex Mar 28, 2008 5:39    Assunto: Opinião Responder com Citação

Gostava de saber o que mudavam no xadrez nacional? Se tivessem o poder de alterar alguma coisa, o que mudariam e como?
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The Turk



Registo: 24 Jul 2006
Mensagens: 83

MensagemColocada: Sex Mar 28, 2008 12:45    Assunto: Responder com Citação

De momento e intuitivamente mudaria o seguinte:

1- Acabava com os opens de 5 rondas e campeonatos nacionais decididos desta forma como tem sido o campeonato feminino.
2- Acabava com opens com rondas duplas. O turismo e o acessório não se pode sobrepôr ao xadrez e ao essencial sob pena de nos tornarmos turistas em vez de xadrezístas!
O ponto 1 e 2 para mim não se resume apenas a dificuldades monetárias como razão essencial de não participação e o futuro dirá. Este ano, já vi alguns xadrezístas que foram por exemplo ao open de Benidorm! Vão também perguntar-lhes porquê?
De nada vale dizer-se que as pessoas não acreditam em si próprias ou que é um problema de auto-estima nacional e generalizar. Perguntem a cada xadrezísta o que valoriza num torneio.
3-Criava mais opens aos fins de semana, mesmo que tivessem várias semanas de duração e voltava a reintroduzir o tempo de clássicas de 2h+1h que defende o xadrez e em particular os finais.
4-Acabava com passagens administrativas nos cursos de árbitros e de monitores. Quem quisesse ser árbitro ou monitor, teria de prestar provas da sua qualidade técnica em exame. Ex: No caso dos monitores por exemplo uma prova final onde responderiam a questões sobre o My System do Nimzovich. Sem critérios de avaliação sérios, não podem existir critérios de exigência.
5-Faltas de comparência nos jogos, só com justificação médica e aviso prévio. Faltar e dizer que se perde o autocarro, não é justificação válida. Punição para os infractores que se veriam impedidos de participar no mesmo torneio no próximo ano ou em caso de reincidência, períodos alargados de impedimento de participar em torneios.
Acabar com a imagem de se dar a falta de comparência, quando se enfrenta um forte jogador! De igual modo, acabar com a má imagem que a modalidade dá a quem atesta um carro de gasolina numa tarde de sábado, faz largos kilómetros para assistir a uma partida da taça de Portugal e ao chegar ao local dá com o nariz na porta, porque os interveniêntes resolveram faltar.
6- Aumentava a quota válida do número de pessoas para se poder abrir um clube e se dizer que se é um clube de xadrez ou pelo menos uma fiscalização nos anos seguintes á qualidade do espaço e ao número de associados. Vários clubes locais e sem os requezitos acima, teriam mais sucesso numa fusão a um clube maior local de modo a darem uma imagem melhor da modalidade. Obrigatoriedade de os clubes de xadrez realizarem um determinado número de competições por ano!
7- Rotatividade nos cargos e funções nos clubes limitados a x anos. Demasiado tempo á frente de um cargo, criam-se maus hábitos que por experiência levam á estagnação do clube e a falta de dinâmica. Incentivar os sócios de um clube a participarem nas reuniões e debaterem os problemas com ideias.
8- Criação de mais circuitos de xadrez de norte a sul do país. Existem modelos de torneios como o circuito de Lisboa que têm provado ser de sucesso, porque não expandir os modelos de sucesso?
9- Um elenco federativo pago e a tempo inteiro.
10- Mais perguntas como esta, mas a circularem nos clubes e obrigatórias para todos os xadrezístas preencherem no acto de inscrição nos clubes. Uma federação tem de ouvir os xadrezístas e não esperar que ano após ano a estatística de abandonos da modalidade seja uma constante, sem ninguém se questionar nunca do porquê.
_________________
Quero ir ao aeroporto da portela aplaudir a nossa Judit Polgar!
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Jose Padeiro



Registo: 30 Jun 2007
Mensagens: 9

MensagemColocada: Dom Abr 06, 2008 16:39    Assunto: Responder com Citação

Boa tarde.

Acho a pergunta bastante pertinente e dá realmente o que pensar.

A realidade do xadrez português de base mudou bastante nos últimos anos, enquanto que no topo pouco foi alterado.

Um dos grandes problemas da modalidade é que não sendo lucrativa para a classe de dirigente, quer a nível monetário, quer a nível de mediatismo, atrai pessoas frustradas e sem grande visão de desenvolvimento da modalidade.

Além dessas pessoas não contribuirem para o desenvolvimento da modalidade impedem que pessoas dinâmicas o tentem fazer, lembro-me como exemplo o bom trabalho que a direcção do Alvaro Costa estava a realizar e todos os problemas inerentes que dai sucederam.

Neste momento a modalidade e todos os agentes ligados à modalidade têm um grande desafio que é o de dar uma boa imagem para que eventualmente a modalidade seja mais mediática, para que todos as ervas daninhas que gravitam à volta da modalidade sejam eliminadas.

O dífícil neste momento é tornar a modalidade mediática com tantos obstáculos ( falta de meios financeiros, inépcia da classe dirigente, etc ).

Na minha opinião seria necessário:

- A direccção da FPX ser remunerada, na base em que quantos maiores patrocínios arranjassem para a modalidade, maiores seriam os seus salários.

- Criação de um circuito de torneios forte para que todos os melhores jogadores portugueses jogassem, servindo igualmente de incentivo aos jovens valores para lá chegar.

- Remodelação dos Campeonatos Nacionais de Jovens. Neste momento os Campeonatos são mais festa que propriamente xadrez. Propunha que os primeiros 10 classficados de cada escalão se apurassem para uma Fase Final a realizar posteriormente.

De notar que a criação da RPX é um excelente tónico, e devemos felicitar todos os responsáveis pela criação da mesma, especialmente ao Paulo Dias e Vasco Diogo.

Cumprimentos.
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